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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

A BIBLIOTECA VAI AO LAR - PROJETO EDUCATIVO MUNICIPAL

O Serviço Educativo da Biblioteca Municipal deslocou-se aos lares da cidade para a habitual sessão de promoção da leitura e realização de oficinas de escrita criativa coletiva num ambiente de interação e partilha de conhecimentos. Segue-se um texto criado no Lar da Casa de Repouso:
                                                UMA ALEGRIA
Esta noite senti uma enorme alegria. Sonhei que me saiu o Euromilhões. Com esse dinheiro iria fazer muitas coisas boas: ajudar as misericórdias, as crianças desfavorecidas e os meus familiares mais necessitados. Ajudaria, ainda, os bairros mais pobres da minha cidade.
Gostaria imenso de fazer uma viagem à volta do mundo ou então, faria novamente um passeio à Israel e aos lugares santos. Levaria como companhia uma pessoa que também lá desejasse ir, mas que não tivesse possibilidades. Um dos sonhos que gostaria de ver realizado seria: a paz no mundo inteiro!!!

Ficaram as seguintes adivinhas para na próxima sessão obtermos a resposta.
1-Qual é coisa, qual é ela
que vive com as datas marcadas
mas nunca vai aos compromissos?
2- O que é, que é,
que se pode partir ao meio,
mas fica sempre inteiro?








terça-feira, 11 de setembro de 2012

A BIBLIOTECA VAI AO LAR

O Lar da Santa Casa e a Casa de Repouso da Santa Casa da Misericórdia receberam o Serviço Educativo da Biblioteca Municipal para mais uma sessão de A Biblioteca vai ao Lar, inserida no Projeto Educativo Municipal. Pudemos partilhar a leitura de contos tradicionais e de adivinhas. Os utentes destas instituições quiseram, ainda, partilhar connosco lengalengas e cantigas de tradição oral, características da época das colheitas e desfolhadas recordando a sua juventude, proporcionando bons momentos de descontracção e diversão.
Cirandeiros de ontem à noite 
prometeram e não vieram
ao passar o ribeirinho 
alguma coisa tiveram.
(D. Cecília)

Menina, casa comigo 
não tenhas medo da fome 
o meu pai tem uma quinta 
que mantêm a quem não come.
Menina, casa comigo 
não tenhas medo de casar 
ainda tenho carne velha 
e um porco para matar. 
(D: Clementina) 

 Rapariga: Oh! de trás do olival 
bem te podes ir embora 
que o meu pai não vai para a cama 
e eu não posso ir lá fora. 
Se quiseres falar comigo 
amanhã a mesma hora. 
Rapaz: Amanhã já não quero,
se queria, era agora. 
(D. Madalena)

Menina do Nic Nic*
empresta-me o teu Nic Nic
para nicar o meu
depois do meu nicar
vai nicar o teu.
(D. Maria)
(*Nic Nic era uma mistura de farinha e fermento que depois de fermentado era repartido pelas vizinhas para confecionar pão)